Redes sociais mirins para ganhar dinheiro com pais e avós

In: Redes Sociais

14 Ago 2012

Crianças de até 13 anos de idade ávidas por fazer amizades e compartilhar fotos e jogos. Foi com a esperança de atrair esse público que a empresa Kazaana abriu suas portas virtuais no mês passado. E ela não é a única rede social voltada para crianças na web. O Kidzworld, por exemplo, já tem 2,2 milhões de usuários e anunciantes como a fabricante de tamancos plásticos Crocs.

O Yoursphere tem 500 mil assinantes – todos crianças em idade pré-escolar e adolescentes de até 17 anos. Há também, é claro, o Facebook, que quer atrair mais crianças para sua rede, desde que com permissão dos pais. Não é possível saber se essas redes sociais vão durar muito tempo. Mas elas acreditam que a longevidade na web virá das crianças – e da fidelidade delas com o passar dos anos.

O mercado online direcionado ao público infantil é lucrativo, em grande parte, porque ainda é inexplorado. O gasto – ou poder de influenciar o gasto de seus pais – de crianças entre 8 e 14 anos chega a US$ 43 bilhões ao ano, estimam analistas e empresas como a Kazaana. “Há uma tremenda oportunidade para criar uma plataforma que os conquiste”, diz Pete Thomas, fundador da Kazaana.

Mas a corrida para capturar os pequenos internautas tem despertado a atenção de legisladores e defensores da saúde mental das crianças. São duas as preocupações: o tempo que elas passarão diante do computador e a exposição delas a “predadores”.

As redes sociais se defendem. Dizem que seus sites são ambientes seguros, mesmo que não haja como garantir isso. Hoje, conforme a lei americana, os sites e redes sociais precisam de autorização dos pais para inscrever usuários menores de 13 anos. Mas para a Comissão Federal de Comércio dos Estados Unidos, isso não é suficiente. Tanto que, na semana passada, a agência propôs a criação de regras de privacidade mais rigorosas que impeçam anunciantes de coletar informações sobre menores de 12 anos sem a permissão dos pais.

Além da questão da segurança, as redes sociais infantis enfrentam a dificuldade de sobreviver como empresas. O Facebook, por exemplo, diz que vem tendo problemas para faturar com usuários que acessam a rede social por meio de tablets e smartphones – as plataformas preferidas dos internautas mirins.

Família inteira. Conseguir a lealdade dos pequenos assinantes é outra tarefa a ser vencida. Elas costumam participar de várias redes ao mesmo tempo. Mesmo assim, para os anunciantes, esse novo modelo de rede social têm potencial para influenciar os hábitos de consumo não só de crianças, mas também de suas famílias.

Quando, por exemplo, a grife de roupas jovens Abercrombie & Fitch patrocina um concurso de design de camisetas no Kazaana, ela está de olho não só nas crianças como também em seus pais. “Nosso foco são os relacionamentos: mães, avós e outros membros da família”, diz Michael Adair, cofundador do site.

Via O Estado de S. Paulo

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